Surpresas e Decepções de um Brasil Olímpico

E mais uma edição dos Jogos Olímpicos, ou simplesmente Olimpíadas, chega ao fim. E quando termina é hora de se pensar e lembrar do que foi feito de bom ou ruim, das vitórias surpreendentes ou das derrotas que ficaram entaladas na garganta, né Dunga?

E no caso da delegação brasileira não podia ser diferente, e não foi. Por isso decidi fazer um resumo do “Brasil Olímpico” em Pequim, mostrando o que foi bom e o que não foi (pra não dizer frustrante, ou mesmo decepcionante).

Foram ao todo 15 medalhas. Um número que poderia ser maior, se não fossem as ‘amareladas’ de alguns atletas, que foram para Pequim como medalhas quase garantidas e voltaram de mãos vazias (não estou considerando produtos made in Hong Kong ou Twaian, ok?).

Acho que nem precisa discutir e explicar porque as medalhas de bronze e prata conquistadas no futebol olímpico, pelas seleções masculina e feminina respectivamente, vieram com um sabor diferente. A de bronze, é claro, foi uma das maiores, senão a maior decepção em Pequim. A humilhação de perder para a Argentina só não foi maior, pois conseguiram ficar ao menos com o 3º lugar. A medalha de prata das ‘meninas do Brasil’ também vieram com um gostinho triste, pois fizeram tudo certo (ao contrário dos comandados de Dunga) e digamos que apenas não tiveram sorte na Final, tomando aquele gol na prorrogação. Foi triste, mas pelo menos voltaram conscientes de um bom trabalho realizado.

O vôlei então, que chegou a Pequim como favorito em todas as modalidades – quadra e praia, masculino e feminino - foi caindo pouco a pouco nas areias e ainda conseguiram trazer uma prata e um bronze na areia, e um ouro e uma prata na quadra. Parabéns mais uma vez às mulheres comandadas por José Roberto Guimararães (que entrou para história como único treinador a ganhar ouro no masculino e feminino), que chegaram pela 1ª vez a uma final olímpica e venceram, mesmo com o susto de perder o 1º e único set para as americanas. Derrota essa que parece que foi vingada no dia seguinte, com a vitória da equipe americana masculina, que venceu de virada e nos deixou com a prata.

A natação que sempre nos trouxe várias medalhas, dessa vez foram apenas 2, e por um único atleta. César Cielo, que foi bronze nos 100m e ouro nos 50m (ambos estilo livre). Aliás, ouro esse que foi o 1º, e por pouco o único que levou o Brasil. Thiago Pereira, que era a outra esperança, conseguiu no máximo um 4º lugar nos 200m medley. Na natação quem brilhou mesmo foi Michael Phelps, que com 8 medalhas de ouro, ficou à frente de muitos países no quadro de medalhas.

E o que dizer da ginástica? Que era outra grande favorita à medalhas com os atletas Diego Hypólito, Daiane dos Santos e Jade Barbosa. Diego havia feito a maior nota na fase classificatória, mas caiu na final e deixou escapar a chance de medalha. Nenhum dos atletas trouxe medalhas, mas ao menos garantiram a melhor posição da ginástica artística em uma edição dos jogos.

As medalhas conquistadas pelo judô e vela não foram nem surpresas nem decepções (minha opnião), uma vez que são esportes que sempre tivemos representantes medalhistas. Não ganhamos nenhum Ouro, mas foram 3 medalhas de bronze no judô e uma de prata e uma de bronze na vela.

E pegando o embalo do judô, ainda tivemos uma medalha inédita no Taekwondo feminino, com Natalia Falavigna.

A falta de medalhas no Hipismo foi uma surpresa também, uma vez que o Brasil tinha 2 representantes na final, e um deles era nada menos que o atual campeão olímpico Rodrigo Pessoa, que fazia boas apresentações, mas cometeu 1 única falta na final e deu adeus às chances de medalha.

E por último e bem chorada, a medalha de Ouro conquistada no Atletistmo (a única, inclusive) por Maurren Maggi, saltando 7,04m – apenas 1cm a mais que a 2ª colocada. É uma alegria para o Brasil e uma decepção para a filha, que queria a medalha de prata. Que coisa não?!

Agora é aguardar mais 4 anos, para que possamos em Londres ver o Brasil menos bronzeado.

Leonardo R.

Analista de TI, graduado em Internet e Redes de Computadores, apaixonado por tecnologia, música e viagens. Mountain biker por hobby, e jogador de Xbox One e alguns jogos da Blizzard nas horas vagas. Também curte fotografia, filmes, séries e web em geral.

  • Muito boa sua análise. Vamos ver se daqui 4 anos tenhamos mais alegrias.

    Abraço